Usinas Solares no Mercado Livre

Usinas Solares no Mercado Livre

Quais os riscos e retornos de projetos neste ambiente?

O Mercado Livre de Energia está se tornando um dos principais canais para viabilizar o desenvolvimento de empreendimentos solares de grande porte no país, sendo uma alternativa à baixa demanda e preços reduzidos verificados nos últimos Leilões.

Em publicação recém lançada:  ”Estudo Estratégico Grandes Usinas Solares 2020″, a Greener dedica um capítulo para tratar de empreendimentos fotovoltaicos no Mercado Livre de Energia (ACL).

No ano de 2019, 2,1 GW de empreendimentos com Outorga não participaram de nenhum dos leilões ocorridos. Cerca de 1,1 GW, apesar de terem participado, ficaram sem contratos de venda de energia. Com alta probabilidade, esses 3,2 GW já firmaram ou devem buscar contratos no Mercado Livre, viabilizando o início da implantação e operação.

Entretanto, os empreendimentos em desenvolvimento para o ACL ( Ambiente de Contratação Livre) enfrentam condições de bancabilidade mais desafiadoras a medida que apresentam períodos de contratação reduzidas em relação aos praticados no ambiente regulado adicionadas à maior percepção de risco em relação ao off-taker/consumidor. A mudança para o PLD horário previsto para 2021 representa um ponto adicional de incerteza.

A contratação de fração minoritária para atender o ACR têm sido uma estratégia utilizada nos últimos leilões como uma forma para mitigar riscos e garantir a conexão à rede. Nos leilões de 2019, apesar da garantia física dos empreendimentos vencedores corresponderem à uma capacidade de 734 MW, apenas o correspondente à  264 MW foram de fato contratados. O restante, 470 MW, será destinada ao ACL com precificação mais atrativa. Esse modelo misto de atuação explica, em partes, os baixos preços médios de R$ 67,48 e R$84,35/MWh obtidos nestes leilões.

Em um estudo de caso apresentado no relatório, a Greener simulou a rentabilidade de uma usina solar operando em três MIXs distintos, no que diz respeito à participação percentual em cada ambiente: 30/70%, 50/50% e 70/30%. Os resultados encontrados evidenciam que, quanto maior a participação da usina no ACL, maior é o retorno sobre o capital investido. Um empreendimento com 70% da geração destinada ao ACL e PPA no mercado livre em torno de R$145/MWh, tem, em média, uma TIR 2,3% maior quando comparado ao empreendimento com 30% no ACL. Em alguns casos, o aumento da TIR pode superar 4%.

Dessa forma, as expectativas do setor fotovoltaico para o Mercado Livre são promissoras. Dada a abertura gradual do ACL para acesso de novos consumidores, junto a um crescimento da demanda por energia, os players acreditam que esse é um caminho atrativo.

Segundo o responsável pela área de desenvolvimento da Greener, Mateus Salles, houve importante aceleração na estruturação de empreendimentos, principalmente no ambiente livre no último ano. “A empresa assessorou cerca de 2GW de empreendimentos solares, desde modelagem financeira, análise de riscos e due diligence, indicando um importante interesse do setor neste tipo de usinas”.

Para ter acesso a mais informações a respeito do mercado de usinas de grande porte como:

  • Ranking dos principais fornecedores de equipamentos e serviços para os empreendimentos de Leilão;
  • Panorama de empreendimentos outorgados;
  • Raio-x dos projetos vencedores dos leilões de 2019;
  • Estudo de Caso usina solar de 150 MW; 
  • Análise de Rentabilidade – MIX ACL x ACR;
  • Análise Quantitativa de Riscos do projeto;

Faça download gratuito do Sumário Executivo clicando a seguir.

 ¹ O preço do contrato pode variar conforme o cliente, período de contrato, modulação e sazonalização, dentre outros fatores.

 

  Autor : Rodolfo Castro

Consultor Greener e Mestre em Planejamento de Sistemas Energéticos pela Universidade Estadual de  Campinas

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