Usinas GD de Grande Porte – 1,5 GW estão em estágio de desenvolvimento.

 

Pesquisa da Greener mapeia empreendimentos GD de grande porte no Brasil e encontra mais de 600 MW em estágio de desenvolvimento com contratos assinados.

 

Em sua última pesquisa, a Greener conversou com mais de 2.000 empresas integradoras para analisar dados do setor fotovoltaico brasileiro entre os meses de maio e junho. A pesquisa monitorou diversos dados do mercado como preços, a evolução do montante importado, impactos da COVID-19 no setor, dentre outras informações. Neste artigo iremos explorar um pouco mais a parte da pesquisa que trata de grandes empreendimentos solares.

Para criar o Capítulo “Grandes Empreendimentos GD”, ouvimos algumas das principais empresas envolvidas no desenvolvimento, construção e operação de usinas GD de grande porte. Neste conjunto se encontram as usinas com potência superior a 1 MW, na modalidade de geração remota, operando com modelos de locação, seja para o Autoconsumo, seja para a Geração Compartilhada. Ao todo, 33 empresas forneceram informações sobre seus negócios.

Segundo os dados coletados, metade das empresas trabalham apenas com modelos de autoconsumo remoto, um terço apenas com geração compartilhada, enquanto 18% trabalham com os dois modelos. No site da Aneel é possível observar que o modelo de autoconsumo ainda é predominante, representando quase a totalidade da geração remota, e que as duas modalidades somam mais de 640 MW. Contudo, a Greener conseguiu mapear, através das entrevistas, que existem mais de 545 MW sendo construídos atualmente e 1,5 GW em estágio de desenvolvimento. Alguns desses projetos encontrados foram, inclusive, assessorados pela equipe de Consultores da Greener. Esse cenário mostra que a modalidade remota ainda pode movimentar o mercado de forma consistente nos próximos meses, gerando demanda a toda a cadeia. 

Um outro ponto relevante encontrado diz respeito aos prazos dos contratos. A Figura 1, retirada da pesquisa, apresenta a distribuição do período de contrato que as empresas trabalham. Fica evidente que as usinas de autoconsumo trabalham, em geral, com contratos de prazos mais longos, todos acima de 5 anos, enquanto as usinas de geração compartilhada geralmente trabalham com prazos mais curtos, de até 5 anos. Uma parcela pequena opera com contratos sem fidelidade, o que traz maior risco ao empreendimento podendo, até mesmo, dificultar na bancabilidade do projeto. 

A pesquisa encontrou, também, 600 MW de empreendimentos em fase de desenvolvimento e já com contrato assinado, o que certamente irá alavancar e facilitar a implementação dos projetos. Esses resultados demonstram que o setor fotovoltaico possui importantes demandas ainda para o ano de 2020 e início de 2021 e com potencial de aumentar significativamente a capacidade de geração solar no país. Somente os projetos com contrato assinado já seriam capazes de dobrar a capacidade atual. Com esse cenário de usinas GD de grande porte, os próximos meses devem demonstrar uma demanda considerável de inversores string de maior porte, além de estruturas fotovoltaicas ao solo.

Na Pesquisa da Greener é possível encontrar outras informações, como a taxa de desconto que essas empresas trabalham, os principais desafios encontrados durante o processo de desenvolvimento, dentre outras. Acesse o estudo para saber mais sobre empreendimentos de grande porte, além de diversos outros assuntos que a Pesquisa aborda.

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